Minha Jornada Como Designer Gráfico Imigrante na Irlanda (e o Desafio de Recomeçar)

Eu venho pensando muito na minha jornada desde que saí do Brasil. Foram muitas fases, muitas versões de mim mesma, e cada uma trouxe um desafio novo. E agora eu sinto que estou vivendo um dos desafios mais intensos de todos: retornar para a minha área, aqui na Irlanda, depois de tanto tempo trabalhando em outras coisas para sobreviver.

Quando fui procurar conteúdo sobre isso, não achei quase nada específico para quem é imigrante. Achei várias dicas genéricas: “como se comportar em entrevistas”, “como montar portfólio”, “como usar tal software”. Mas eu não quero falar sobre isso.
Não sou coach, não sou especialista em recrutamento.

Eu só quero falar da parte humana da coisa.
Das camadas que ninguém vê.

Se alguém aí estiver passando pelo mesmo, talvez esse texto faça sentido.
Porque cada avanço parece pequeno pra quem olha de fora, mas pra gente é uma vitória gigante.
É tentar equilibrar a parte racional — pagar contas, se manter, sobreviver — com a parte emocional — querer trabalhar com o que ama, sentir que faz sentido, não desistir.

Eu até gravei um vídeo pro YouTube falando sobre isso. Mas, sendo bem honesta, em 2025 eu não sei se alguém vai assistir o vídeo… ou ler esse blog. E tudo bem.
Mas aí você pode pensar: “Se é um diário, por que deixar público?”

Porque eu gostaria de ter encontrado o diário de alguém passando por isso antes.
Pra não me sentir tão sozinha no processo.
Então, se existe alguém por aí com as mesmas angústias, medos, receios… talvez isso sirva de companhia. Talvez sirva de abraço.

E claro: cada história é uma história.
Cada pessoa tem sua realidade.
Mas a gente tem essa mania de se comparar com pessoas que já começaram a vida cinco degraus acima da nossa.
E quando você é imigrante, só entrar no jogo já é uma batalha: documentação, língua, adaptação, reconstruir portfólio, refazer currículo para outro mercado…
Coisas que, para muita gente daqui, já vêm prontas desde o nascimento.

Então, se você estiver vivendo esse processo também:
eu te vejo.
Eu te entendo.
E a gente continua.
Devagar ou rápido, tanto faz — só não para.

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